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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Com o objetivo de garantir a capilaridade, a participação social ampla e irrestrita e um profundo mecanismo de escuta, todas as Unidades Básicas de Saúde da Rede municipal de atenção primária de Barbacena, estarão no horário compreendido entre as 16:00 horas às 17:00 horas do dia 07/08/2015, sexta-feira com suas portas abertas para escutar os anseios da comunidade e participar da elaboração do diagnóstico solicitado pelo atual governo do Estado de Minas Gerais que se prepara para a elaboração do PPAG 2016/2019.

As propostas se darão por eixo temático

E toda a documentação será apresentada no segundo momento do FÓRUM da REGIÃO DAS VERTENTES que realizar-se-á no próximo dia 12/08/2015 em local a ser definido pela Coordenação.

PARTICIPEM, MOBILIZEM A SUA COMUNIDADE PARA QUE TENHAMOS UM PLANEJAMENTO RESPONSÁVEL E FACTÍVEL.

QUALQUER PESSOA PODERÁ PARTICIPAR DO MOMENTO NO DIA 12/08/2015, ONDE ESTARÃO REUNIDOS OS DEMAIS MUNICÍPIOS E ONDE SERÃO DEFINIDOS OS CRITÉRIOS DE PRIORIZAÇÃO DAS PROPOSTAS.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015


No dia 31 de julho de 2015 a Coordenação do Laboratório Municipal juntamente com a Gerência da Estratégica Saúde da Família , realizou a capacitação dos agentes comunitários de Barbacena.






Tendo como foco a orientação de pacientes referentes a preparo para coleta de material biológico, funcionamento de entrega de resultados de exames laboratoriais , cadastros de pacientes entre outros; o objetivo foi estabelecer critérios de orientações aos usuários através de padronização de informações e processos, objetivando minimizar a ocorrência de desvios de informações promovendo um trabalho coerente que garanta ao usuário um atendimento de qualidade em todas as fases.


Foi disponibilizado o Manual para Coleta de Exames com orientações claras e objetivas de preparo para alguns exames laboratoriais.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Proposto por Marcos Iran, Gerente do Estratégia Saúde da Família, os Agentes Comunitários de Saúde do Município de Barbacena aceitaram a empreitada de formulação de um POP (Procedimento Operacional Padrão) para a categoria. 






Os Agentes Comunitários foram selecionados por Distrito Sanitário, formando uma comissão de onze profissionais. Durante a semana de 8-12/06, os Agentes se empenharam em pesquisas na Legislação Federal, Estadual, no Estatuto do Servidor Público de Barbacena, Artigos Científicos e matérias publicadas pelo Ministério da Saúde sobre a regulamentação do seu trabalho. 

O objetivo deste documento é estabelecer critérios de padronização no sistema diário dos Agentes Comunitários de Saúde do município de Barbacena, suas atribuições e deveres, bem como padronizar e minimizar a ocorrência de desvios na execução de tarefas fundamentais para o funcionamento do processo, promovendo um trabalho coerente que garanta ao usuário um atendimento de qualidade a qualquer momento que ele se dirija a Unidade Básica de Saúde e/ou visita domiciliar, minimizando as variações causadas por imperícia. 

Durante a última semana de junho o documento foi apresentado à Coordenação do ESF, Agentes Comunitários, Enfermeiros e ao Secretário de Saúde Pública do Município, Dr. Orleans. O Conselho Municipal de Saúde também conheceu o conteúdo do POP e mostrou-se satisfeito com a proposta. 

Tal documento pode ser considerado um avanço para a categoria a nível nacional, pois não há registros de manifestações desse tipo em outros municípios. Estiveram envolvidos nesse processo Abraão Dimas Carneiro, Beatriz Rosana da Silva, Cláudia Helena Campos, Cláudia Maria Braz, Fabiana Maria da Costa Medeiros, Jhonatan Antônio Rocha dos Santos, Jhonny Soares da Silva, Otávio Bertola Campos, Telma Lúcia Furtado de Oliveira, Vilma Léia de Almeida, Viviane Cristina dos Santos.

segunda-feira, 6 de julho de 2015


 
 No dia 2 de junho de 2015 a equipe de estratégia de saúde da família de Pinheiro Grosso juntamente com o apoio do NASF (vilela), realizou mais um grupo de idoso na comunidade.

O objetivo do grupo é melhorar a qualidade de vida dos idosos, fazendo com que eles sintam - se bem no meio em que vivem.

Muitos idosos passam parte do tempo ocioso o que acarreta em problemas emocionais. 

O grupo além de proporcionar momentos de prazer promove estímulos inter-pessoais e motores retirando o idoso da ociosidade.









sexta-feira, 22 de maio de 2015





Dia 19 de maio é comemorado o Dia Mundial do Médico de Família e esse texto,  de uma médica de família do Sistema de Saúde Pública da Inglaterra, reflete o cotidiano desse profissional.
A tradução é livre e o texto original pode ser lido aqui .

Eu fui a uma reunião da turma da escola há alguns anos. Quando a conversa inevitavelmente se voltava para trabalho, e o que cada um estava fazendo agora, o meu era, sem dúvida, o menos emocionante. “Você é médica? Qual especialidade?” Após a décima vez, eu queria mentir e dizer que eu era cirurgiã fetal, operando minúsculos bebês antes do nascimento, na crista da tecnologia e do glamour da medicina, ou uma pesquisadora inovadora, prestes a descobrir a cura do câncer. Talvez uma cirurgiã neurológica, ou uma consultora de cuidados intensivos?
Encontrei-me dizendo “sou apenas uma médica da família”, e então me escondi num canto. Não há suficientes médicos da família. Médicos recém-graduados não estão fazendo treinamento na área. No estado atual do Sistema Nacional de Saúde, há muita mídia negativa sobre o futuro da clínica geral, e jovens médicos a vêm como uma especialidade insegura. Eles não sabem o que acontecerá em cinco ou dez anos. Eles apenas sabem que a imprensa nos odeia, os políticos balançam a cabeça e depois nos ignoram, e isso os tem afastado da área. 
Ser um médico da família não tem nada a ver com glamour. Não tem nada a ver com equipamentos de tecnologia de ponta, não tem nada a ver com pesquisas avançadas ou com gritar “me dê um pouco de paracetamol, rápido!” Há muito pouco drama. Tem a ver com o desafio de lidar com tudo em um curto espaço de tempo; com a habilidade de ter uma conexão instantânea com um paciente que você talvez jamais tenha encontrado antes. Tem a ver com pessoas comuns, vivendo vidas comuns e problemas que as preocupam. Se você acha que está acima de tratar hemorróidas, indigestão, candidíase, eczema então este não é trabalho para você. Se você entende que, por menos glamorosos que sejam esses problemas e seus tratamentos, uma pessoa pode sofrer por causa deles e isso pode transformar suas vidas em vidas miseráveis, então talvez seja. Eu sou uma médica da família e posso sanar esses problemas. Eu posso resolvê-los para aqueles pacientes. E, embora pouco sexy, ou glamoroso, isso faz diferença para meus pacientes. Portanto, eis aqui um exemplo de pacientes que preenchem meu dia, para os quais eu faço a diferença. Normalmente por meio de pequenas ações, mas ações que são importantes para eles, e me ajudam a lembrar por que eu faço este trabalho.
A senhora de 70 anos que eu tratei de uma infecção urinária – uma coisa simples de resolver. Na semana seguinte ela me traz uma fatia de bolo, que ela guardou de uma festa de aniversário de uma amiga, para a qual ela se sentiu suficientemente bem para ir e me deu muito mais crédito do que eu mereço.
A mãe que chora de alívio quando eu digo a ela que ela não está fazendo nada de errado com seu novo bebê. Que bebês não dormem à noite, que ela não vai arruiná-lo por dar-lhe colo, e que ela está indo brilhantemente bem com seu bebê de oito semanas.
O veterano de guerra que veio na semana passada com seu filho, e sentiu que eu fui suficientemente acolhedora para que ele retornasse esta semana, admitindo que ele tem pesadelos e lembranças constantes do seu tempo de serviço, mas que jamais havia contato a ninguém.
A senhora de meia-idade com sintomas de menopausa. As amigas dela falam sobre ondas de calor, mas ninguém mais reclama de dor na relação sexual. Ela está preocupada pois acha que não é normal. Nós conversamos sobre os tratamentos disponíveis para ajudá-la.
O envergonhado garoto de 17 anos com acne. Eu disse a ele que posso tratar e que ele não precisa mais lidar com isso. Eu sei que isso fará uma grande diferença.
O homem convencido de que tem câncer – quando eu lhe conto que é um simples nódulo de gordura, ele parece pronto pra chorar.
Disseram à garotinha de quatro anos “seja boazinha ou a doutora vai lhe dar uma injeção”. Eu gastei 15 minutos convencendo-a de que não o faria. Ela correu pra me abraçar ao final da consulta.
A visita da enfermeira à senhora com dificuldade de piscar o olho. “Eu ficava irritada com todos aqueles velhos sentados olhando pra mim” disse-me ela, piscando. Tem 98 anos.
O casal de 14 anos de idade que procura por contraceptivos. Nós conversamos sobre todas as opções, riscos e benefícios. Ambos entendem a decisão que estavam tomando, e eu os encorajo a voltarem a qualquer momento caso eles tenham mais dúvidas.
A senhora idosa que chega com simples manchas na pele. Quando eu pergunto se há alguém que possa ajudá-la a passar cremes em suas costas, ela chora. Ela fala sobre seu marido. Ele morreu há dois anos atrás, e ela sente como se já devesse ter superado isso. Ela se sente horrível por ainda falar dele para familiares e amigos que já superaram isso e ela ainda não. Eu digo que ela jamais vai realmente superar isso. Eu não tenho nada a oferecer a não ser ouvir.
O homem que caminha com dificuldade após pisar em um vidro quebrado na noite anterior. Ele tem muito medo de hospitais para ir até lá por causa de pequenos ferimentos e procurar a emergência, mesmo sabendo que deveria ter ido. Enquanto eu gentilmente removo o vidro ele se encolhe o tempo todo e me agradece efusivamente por não fazê-lo ir ao hospital. Minha tentativa de curativo é cômica mas ele sai emocionado.
O abcesso que se rompe enquanto eu o trato – alívio imediato ao paciente. Estranhamente satisfatório para mim. Os parentes que me dão um livro de poesia ao final de outra visita, porque eles acham que eu vou apreciar os sentimentos que estão expressos nele.
O cartão de agradecimento do paciente viciado em tranquilizantes. Quanto nos encontramos pela primeira vez, eu me recusei a receitar qualquer um a mais e o fiz concordar com uma redução gradual. Achei que ele jamais voltaria. Ele jamais disse obrigado, mas se sentiu capaz de escrevê-lo e me dizer o quanto se sente humano novamente.
A professora comprometida, lutando contra uma profunda depressão e que se recusava a se afastar por medo de deixar os alunos desassistidos. É uma das poucas ocasiões em que eu uso o “eu sou seu médico e estou lhe dizendo, você precisa de uma licença”. É paternalista e eu odeio fazê-lo, mas algumas vezes é necessário. Um mês depois ela está muito melhor e volta ao trabalho, entusiasmada como sempre.
O homem com pressão alta, que aceita quatro novos medicamentos que eu tenho que tentar para normalizar a pressão. Eu lhe dou os efeitos colaterais de cada um dos medicamentos e após dois meses nós estamos de volta ao início. Como eu me sinto culpada, ele diz “Não se preocupe Doutora, você fez o seu melhor. O que mais você poderia fazer?” Eu poderia abraçá-lo.
A moça de 19 anos com constipação, assustada por ter que vir a mim. Eu conto a ela que é o que eu mais gosto de tratar, porque é tão fácil de resolver. Ela parece aliviada à medida que eu conto sobre as opções.
O morador de rua quem eu tenho lutado infinitamente para ajudar, mas que é constantemente dispensado por não conseguir marcar uma consulta – o cartão que ele me traz significa mais do que tudo que já recebi de qualquer paciente. Eu sei o quanto foi difícil para ele pensar nisso, comprar o cartão, conseguir uma caneta, escrever o seu e o meu nome, e trazê-lo a mim.
Todos os pacientes em meu consultório, que está 45 minutos atrasado, que não resmungam e ainda me dizem que está tudo bem, eles entendem que o dia está cheio.  Não há nada mais estressante para mim, mas há pacientes com os quais eu não posso ter pressa. Eu não vou dispensar os pais em luto porque perderam um bebê só para manter minha agenda. Eu não posso fazer a ambulância vir mais rápido para o homem com dor no peito. Eu não tenho controle sobre o tempo que leva para o hospital atender o telefone e me colocar em contato com o médico com o qual eu preciso falar para pedir uma opinião. Eu não me recuso a ver um paciente com o qual minha enfermeira está preocupada. Eu faço o melhor que posso.
Essas são as pequenas coisas que preenchem meu dia. São coisas além de toda a política, as manchetes e a negatividade. Breves amostras de dez minutos de duração das vidas das pessoas onde eu tento fazer uma pequena diferença. A próxima vez que eles ouvirem o quão temerário pode ser consultar com um médico da família, espero que eles lembrem nossa consulta de hoje, e pensem em mim de um modo um pouco mais simpático. Afinal de contas, pode ser sim um trabalho glamoroso. Quando se junta todas as consultas, eu potencialmente fiz a diferença para quase 40 pacientes hoje. Poucas pessoas podem dizer isso.
Dr Zoe Norris, médica de família do Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido
*(Tradução livre)


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