terça-feira, 9 de junho de 2015


O Secretário de Saúde de Barbacena endossa o convite do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Prefeitura Municipal de Barbacena e da Secretaria Municipal de Coordenação de Programas Sociais para a IV Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que será realizada no dia 11 de junho de 2015, no Auditório do Colégio Tiradentes, situado na Avenida Coronel José Máximo, 200, Bairro São Sebastião.










TEMA GERAL: “O Desafio na Implementação das Políticas da Pessoa com Deficiência: A transversalidade como a Radicalidade dos Direitos Humanos.

EIXOS
1) Identidade de gênero e raça, Diversidade sexual e geracional;
2) Órgãos gestores e de instância de participação social;
3) Interação entre os poderes federados.

PROGRAMAÇÃO
7:30h – CREDENCIAMENTO
8:00h – CAFEE BREAK
8:30h – INÍCIO DOS TRABALHOS (MONTAGEM DA MESA, CONSIDERAÇÕES INICIAIS
9:00 – LEITURA E APROVAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO
10:00h – EXPLANAÇÃO SOBRE A DINÂMICA DOS TRABALHOS
10:30h – PALESTRA
11:30h – PERGUNTAS
12:00 – ALMOÇO
13:30h – TRABALHOS EM GRUPOS POR EIXO
14:30h – COFEE BREAK
15:00h – PLENÁRIA – VOTAÇÃO DE PROPOSTAS, MOÇÕES E ELEIÇÃO DOS DELEGADOS PARA A CONFERÊNCIA ESTADUAL

17:00h – ENCERRAMENTO

quarta-feira, 3 de junho de 2015


Nesta quarta-feira, 03 de junho de 2015, o Secretário de Saúde de Barbacena, Dr. José Orleans da Costa, em conformidade com a  Lei  Complementar N° 141/2012, apresentou a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2015 em audiência Pública na Câmara Municipal de Barbacena, com a presença de servidores municipais, conselho municipal de saúde, vereadores e representantes de segmentos organizados da sociedade. 

Dentre os avanços elencados pelo Secretário de Saúde constam:
• Elaboração de protocolos clínicos (Dra. Liane);
• Implantação da educação continuada com os médicos da ESF (reunião a cada 30 dias);
• Elaboração do projeto do PACS (3 equipes);
• Desospitalização da Clínica da Mantiqueira;
• Realização da pesquisa de satisfação do usuário relacionado ao Centro Ambulatorial
Agostinho Paolucci-CAP (Ouvidoria), a qual apresentou grau "Bom" em todos os quesitos;
• Implantação da residência médica em pediatria na Santa Casa com 2 alunos; 
• Implantação de 9 Equipes de Saúde Bucal;
• Redução da fila de espera de procedimentos de média complexidade, inclusive zerando a fila de mamografia;
Aprimoramento dos contratos assistenciais e seu monitoramento e avaliação;

Além dos avanços listados acima, o Secretário de Saúde também ressaltou os seguintes desafios a serem vencidos até o fim da gestão, os quais devem nortear as ações de todos os gestores e profissionais da SESAP:

• Garantir a recomposição do teto de alta complexidade cardiovascular a fim de eliminar o extrapolamento;
• Suprir vazios assistenciais;
• Implantar as linhas de cuidado;
• Integrar a Rede de atenção primária no centro de doenças crônicas, promovendo a integralidade do cuidado;
• Otimizar a gestão orçamentária;
• Reduzir custos; e
• Aprimorar o processo de informatização/gestão  da informação.

sexta-feira, 22 de maio de 2015





Dia 19 de maio é comemorado o Dia Mundial do Médico de Família e esse texto,  de uma médica de família do Sistema de Saúde Pública da Inglaterra, reflete o cotidiano desse profissional.
A tradução é livre e o texto original pode ser lido aqui .

Eu fui a uma reunião da turma da escola há alguns anos. Quando a conversa inevitavelmente se voltava para trabalho, e o que cada um estava fazendo agora, o meu era, sem dúvida, o menos emocionante. “Você é médica? Qual especialidade?” Após a décima vez, eu queria mentir e dizer que eu era cirurgiã fetal, operando minúsculos bebês antes do nascimento, na crista da tecnologia e do glamour da medicina, ou uma pesquisadora inovadora, prestes a descobrir a cura do câncer. Talvez uma cirurgiã neurológica, ou uma consultora de cuidados intensivos?
Encontrei-me dizendo “sou apenas uma médica da família”, e então me escondi num canto. Não há suficientes médicos da família. Médicos recém-graduados não estão fazendo treinamento na área. No estado atual do Sistema Nacional de Saúde, há muita mídia negativa sobre o futuro da clínica geral, e jovens médicos a vêm como uma especialidade insegura. Eles não sabem o que acontecerá em cinco ou dez anos. Eles apenas sabem que a imprensa nos odeia, os políticos balançam a cabeça e depois nos ignoram, e isso os tem afastado da área. 
Ser um médico da família não tem nada a ver com glamour. Não tem nada a ver com equipamentos de tecnologia de ponta, não tem nada a ver com pesquisas avançadas ou com gritar “me dê um pouco de paracetamol, rápido!” Há muito pouco drama. Tem a ver com o desafio de lidar com tudo em um curto espaço de tempo; com a habilidade de ter uma conexão instantânea com um paciente que você talvez jamais tenha encontrado antes. Tem a ver com pessoas comuns, vivendo vidas comuns e problemas que as preocupam. Se você acha que está acima de tratar hemorróidas, indigestão, candidíase, eczema então este não é trabalho para você. Se você entende que, por menos glamorosos que sejam esses problemas e seus tratamentos, uma pessoa pode sofrer por causa deles e isso pode transformar suas vidas em vidas miseráveis, então talvez seja. Eu sou uma médica da família e posso sanar esses problemas. Eu posso resolvê-los para aqueles pacientes. E, embora pouco sexy, ou glamoroso, isso faz diferença para meus pacientes. Portanto, eis aqui um exemplo de pacientes que preenchem meu dia, para os quais eu faço a diferença. Normalmente por meio de pequenas ações, mas ações que são importantes para eles, e me ajudam a lembrar por que eu faço este trabalho.
A senhora de 70 anos que eu tratei de uma infecção urinária – uma coisa simples de resolver. Na semana seguinte ela me traz uma fatia de bolo, que ela guardou de uma festa de aniversário de uma amiga, para a qual ela se sentiu suficientemente bem para ir e me deu muito mais crédito do que eu mereço.
A mãe que chora de alívio quando eu digo a ela que ela não está fazendo nada de errado com seu novo bebê. Que bebês não dormem à noite, que ela não vai arruiná-lo por dar-lhe colo, e que ela está indo brilhantemente bem com seu bebê de oito semanas.
O veterano de guerra que veio na semana passada com seu filho, e sentiu que eu fui suficientemente acolhedora para que ele retornasse esta semana, admitindo que ele tem pesadelos e lembranças constantes do seu tempo de serviço, mas que jamais havia contato a ninguém.
A senhora de meia-idade com sintomas de menopausa. As amigas dela falam sobre ondas de calor, mas ninguém mais reclama de dor na relação sexual. Ela está preocupada pois acha que não é normal. Nós conversamos sobre os tratamentos disponíveis para ajudá-la.
O envergonhado garoto de 17 anos com acne. Eu disse a ele que posso tratar e que ele não precisa mais lidar com isso. Eu sei que isso fará uma grande diferença.
O homem convencido de que tem câncer – quando eu lhe conto que é um simples nódulo de gordura, ele parece pronto pra chorar.
Disseram à garotinha de quatro anos “seja boazinha ou a doutora vai lhe dar uma injeção”. Eu gastei 15 minutos convencendo-a de que não o faria. Ela correu pra me abraçar ao final da consulta.
A visita da enfermeira à senhora com dificuldade de piscar o olho. “Eu ficava irritada com todos aqueles velhos sentados olhando pra mim” disse-me ela, piscando. Tem 98 anos.
O casal de 14 anos de idade que procura por contraceptivos. Nós conversamos sobre todas as opções, riscos e benefícios. Ambos entendem a decisão que estavam tomando, e eu os encorajo a voltarem a qualquer momento caso eles tenham mais dúvidas.
A senhora idosa que chega com simples manchas na pele. Quando eu pergunto se há alguém que possa ajudá-la a passar cremes em suas costas, ela chora. Ela fala sobre seu marido. Ele morreu há dois anos atrás, e ela sente como se já devesse ter superado isso. Ela se sente horrível por ainda falar dele para familiares e amigos que já superaram isso e ela ainda não. Eu digo que ela jamais vai realmente superar isso. Eu não tenho nada a oferecer a não ser ouvir.
O homem que caminha com dificuldade após pisar em um vidro quebrado na noite anterior. Ele tem muito medo de hospitais para ir até lá por causa de pequenos ferimentos e procurar a emergência, mesmo sabendo que deveria ter ido. Enquanto eu gentilmente removo o vidro ele se encolhe o tempo todo e me agradece efusivamente por não fazê-lo ir ao hospital. Minha tentativa de curativo é cômica mas ele sai emocionado.
O abcesso que se rompe enquanto eu o trato – alívio imediato ao paciente. Estranhamente satisfatório para mim. Os parentes que me dão um livro de poesia ao final de outra visita, porque eles acham que eu vou apreciar os sentimentos que estão expressos nele.
O cartão de agradecimento do paciente viciado em tranquilizantes. Quanto nos encontramos pela primeira vez, eu me recusei a receitar qualquer um a mais e o fiz concordar com uma redução gradual. Achei que ele jamais voltaria. Ele jamais disse obrigado, mas se sentiu capaz de escrevê-lo e me dizer o quanto se sente humano novamente.
A professora comprometida, lutando contra uma profunda depressão e que se recusava a se afastar por medo de deixar os alunos desassistidos. É uma das poucas ocasiões em que eu uso o “eu sou seu médico e estou lhe dizendo, você precisa de uma licença”. É paternalista e eu odeio fazê-lo, mas algumas vezes é necessário. Um mês depois ela está muito melhor e volta ao trabalho, entusiasmada como sempre.
O homem com pressão alta, que aceita quatro novos medicamentos que eu tenho que tentar para normalizar a pressão. Eu lhe dou os efeitos colaterais de cada um dos medicamentos e após dois meses nós estamos de volta ao início. Como eu me sinto culpada, ele diz “Não se preocupe Doutora, você fez o seu melhor. O que mais você poderia fazer?” Eu poderia abraçá-lo.
A moça de 19 anos com constipação, assustada por ter que vir a mim. Eu conto a ela que é o que eu mais gosto de tratar, porque é tão fácil de resolver. Ela parece aliviada à medida que eu conto sobre as opções.
O morador de rua quem eu tenho lutado infinitamente para ajudar, mas que é constantemente dispensado por não conseguir marcar uma consulta – o cartão que ele me traz significa mais do que tudo que já recebi de qualquer paciente. Eu sei o quanto foi difícil para ele pensar nisso, comprar o cartão, conseguir uma caneta, escrever o seu e o meu nome, e trazê-lo a mim.
Todos os pacientes em meu consultório, que está 45 minutos atrasado, que não resmungam e ainda me dizem que está tudo bem, eles entendem que o dia está cheio.  Não há nada mais estressante para mim, mas há pacientes com os quais eu não posso ter pressa. Eu não vou dispensar os pais em luto porque perderam um bebê só para manter minha agenda. Eu não posso fazer a ambulância vir mais rápido para o homem com dor no peito. Eu não tenho controle sobre o tempo que leva para o hospital atender o telefone e me colocar em contato com o médico com o qual eu preciso falar para pedir uma opinião. Eu não me recuso a ver um paciente com o qual minha enfermeira está preocupada. Eu faço o melhor que posso.
Essas são as pequenas coisas que preenchem meu dia. São coisas além de toda a política, as manchetes e a negatividade. Breves amostras de dez minutos de duração das vidas das pessoas onde eu tento fazer uma pequena diferença. A próxima vez que eles ouvirem o quão temerário pode ser consultar com um médico da família, espero que eles lembrem nossa consulta de hoje, e pensem em mim de um modo um pouco mais simpático. Afinal de contas, pode ser sim um trabalho glamoroso. Quando se junta todas as consultas, eu potencialmente fiz a diferença para quase 40 pacientes hoje. Poucas pessoas podem dizer isso.
Dr Zoe Norris, médica de família do Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido
*(Tradução livre)


quarta-feira, 20 de maio de 2015


A Secretaria de Saúde de Barbacena promove de 04/05 a 04/06   a Campanha de Vacinação antirrábica.

A vacinação  é gratuita para todos os cães e gatos e  a única forma de prevenção segura da doença que é incurável para os animais e quando transmitida ao ser humano é muito agressiva e pode ser fatal.
Por isso a vacina é fundamental para a proteção dos animais e consequentemente do ser humano.


Confira o calendário:

04/05 a 04/06  Toda a Zona  rural
04/05 a 04/06 Antigo Sanatório 8h às 12h
No dia 23/05 das 13 às 17h a vacinação será nos distritos.
No dia 30/05 de 8 às 17h será promovido o dia D da vacina antirrábica com 55 postos espalhados em praças e postos de saúde.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Em assembléia ordinária realizada na data de ontem (18/05/2015), o Conselho Municipal de Saúde deliberou pela aprovação do RAG/2014 por unanimidade.

No dia 27 de março de 2014, a gestão cumprindo rigorosamente a Lei Complementar 141/2012 encaminhou ao Conselho Municipal de Saúde o instrumento de gestão que apresenta os resultados frente as metas da saúde em 2014.

Após análise minuciosa e acatando o parecer da Comissão de prestação de contas do próprio conselho, o relatório foi devolvido para algumas correções e finalmente foi aprovado com recomendações para melhoria dos níveis de saúde da população.

De forma geral, os resultados alcançados estão no patamar desejado, dos 41 indicadores pactuados,  o Município alcançou 34, o que gera um resultado de 82,92%.

O maior destaque foi para a mortalidade infantil que está perto de alcançar a casa de um dígito, o resultado  obtido foi de 10,86 para cada 1000 nascidos vivos, resultado este jamais alcançado desde a implementação do SISPACTO.

Outro destaque foram os resultados atrelados a diretriz da Vigilância em Saúde, sendo que dos 14 indicadores, 13 obtiveram êxito, o que evidencia uma mudança muito significativa de paradigma.

Desafios não faltam para a gestão da saúde que aposta na organização e fortalecimento da atenção primária como eixo estruturante do modelo assistencial.


Em breve o gestor, Dr. José Orleans da Costa, gestor do SUS Barbacena,  estará no Conselho apresentando o projeto de vinculação entre a atenção primária e secundária, dando um novo norteamento a atenção à saúde em nosso Município.














A Coordenação de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Barbacena promoveu caminhada e atividades artísticas e culturais para celebrar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, comemorado no dia 18 de maio.


No final dos anos 70, no bojo da luta contra a ditadura, nasceram muitos movimentos sociais que contribuíram para a construção do projeto democrático brasileiro. Um deles foi o Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental, que denunciou a violência existente nos hospitais psiquiátricos. Tentou-se tratá-los da melhor maneira possível dentro dos mesmos- quando não havia outros recursos. Contudo, ali não se encontravam saídas reais. Foi preciso abrir portas! Criaram-se os serviços abertos, substitutivos ao hospital psiquiátrico. Mais ainda: foi preciso também ir além dos serviços de saúde, oferecendo suportes para o convívio social.
No final dos anos de 1980, o movimento se consolidou como um dos mais importantes e amplos movimentos sociais do país, disseminando-se por todos os estados e assumindo, mais efetivamente, sua luta pela superação dos manicômios. Foi quando surgiu o lema POR UMA SOCIEDADE SEM MANICÔMIOS, significando o repúdio a qualquer forma de exclusão social e de violência contra as pessoas em sofrimento mental.











Mas nada disso teria sentido se não fosse feito junto a essas pessoas e partilhado com a sociedade. Assim surgiram as associações de usuários e de familiares do movimento antimanicomial, intervindo nos serviços e nas políticas de Saúde Mental. Ao longo desse processo, ocorreram alegres surpresas e duras dificuldades.
A demonstração está feita: é possível e eficaz abordar os portadores de sofrimento mental com o seu consentimento e participação no próprio tratamento. É possível e necessário recusar estruturas institucionais autoritárias e excludentes para tratar deles. E, sobretudo, é possível e desejável que eles estejam entre nós, presentes e ativos na vida de cada cidade – lutando para torná-la mais justa, mais limpa e mais bela.

A comemoração no dia 18 de maio ficou conhecida como Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Luta-se fundamentalmente, pela construção de uma sociedade solidária e inclusiva.


Visite o Facebook da Coordenação de Saúde Mental.


sábado, 16 de maio de 2015




A proposta do Blog da SESAP é servir como ferramenta de comunicação entre o gestor, os profissionais e os usuários do Sistema Único de Saúde – SUS de Barbacena. 

Por meio desta ferramenta a Secretaria publicará ações realizadas pelas unidades de saúde, estratégias de apoio às mudanças dos modelos de atenção e gestão, além de notícias de interesse dos usuários, informações sobre convênios e projetos em andamento, tudo com o intuito de estimular a participação da população barbacenense no sentido de contribuir com a construção de um sistema de saúde realmente universal, integral, equânime, regionalizado, descentralizado e hierarquizado.
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